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Eu queria que fosse noite pra sempre. Ou melhor, eu queria que, para sempre, o mundo fosse coberto por um manto de madrugada bem fria e silenciosa; que noventa por cento da população (a parte burra) ficasse dormindo para sempre (ou morresse mesmo) e só os dez por cento da galera (a galera bacana) ficasse de pé. A gente ia sair na madrugada sem fim, curtindo, conversando, depois cada qual, cansando de tanto se divertir ia pra sua casa ler, ler, ler e ouvir música… depois a gente ia sair de novo. Ah, e não tinha esse lance de acabar alimentos, acabar grana, nem nada. Os caixas dos bancos sempre iam ter dinheiro e as geladeiras sempre iam estar cheias e todo mundo ia beber e festejar muito, para sempre, e nada que fosse bom ia acabar. Nunca mais haveira dia, nunca mais haveria sol. E pra que sol? O sol não serve pra nada.

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One Comment

  1. Galera, eu tinha escrito “jeladeira” ao invés de geladeira… merda.. foi mau, pessoal… kkkkkkkk…


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