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É pra quem tem nervos de aço… quer dizer… não é qualquer um, em qualquer momento da vida que pode assistir um filme assim, que fala que todo Ser Humano tem que, antes de mais nada, perder o medo de morrer. O pessoal que fez o flime está coberto de méritos, mas destaco uma parte, um momento que resume praticamente toda a película. A mãe de Ofélia, grávida, sente o filho mexer na barriga, ela então pede à filha que conte uma história para o bebê. Ofélia, grande leitora que é de contos de fadas, diz assim:

Meu irmão… há muitos e muitos anos, em um país longínquo e triste, havia uma montanha enorme de pedras negras e ásperas. Ao cair da tarde, em cima dessa montanha, florescia uma rosa que conferia imortalidade. Mas ninguém ousava se aproximar dela, pois seus muitos espinhos eram venenosos. Entre os homens, falava-se mais sobre o medo da morte e da dor… e nunca sobre a promessa de imortalidade; e todas as noites a rosa murchava, incapaz de conceder sua dádiva a ninguém, esquecida e perdida no topo da montanha fria e escura… sozinha até o fim dos tempos.

Uma lição assim se vê poucas vezes nesse cinema comercial… ou melhor, até se vê, mas não de forma tão direta. O filme é violento, cruel, e por isso mesmo verdadeiro e sua mensagem é de uma esperança baseada numa possibilidade tão remota quanto atraente. No final fica aquele ressaibo, aquele azinhavre na alma, aquela sensação de que a gente não faz nada, de que a gente é nada e que tudo pode ser bem mais simples… Mais uma vez vem alguém dizer que a vida pode ser boa, mas não é, de que tudo está diante dos nossos olhos, mas fazemos de tudo para não enxergar, de que todas as soluções são simples, mas sem complicação (burrice mesmo) não podemos exercer nossa humanidade superficial – aquela que interessa aos capitães da vida.

Faço apenas uma pergunta: A metáfora da rosa é simples, mas quem se emociona com algo assim, atualmente?

 

 

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8 Comments

  1. Grande filme, destacando o poder da inocência sobre o mal. A relação entre o mundo real e o da fantasia fica explícita, onde em ambos existem regras e punições para os transgressores. Um filme excelente do início ao fim.

  2. Pois é.

  3. Opa… falando em “transgressores” lembrei do fime italiano TRASGREDIRE, de Tinto Brass… Não se parece em nada com o Labirito de Fauno, mas também dá o maior caldo: Papai gostou…

  4. Prá quem não lembra, é só clicar aqui:

    .
    Ou então aqui (só para maiores)

  5. Pois não é?

  6. Eu me emocionei.

  7. É um filme lindo e triste, como a vida.

  8. e muito legal esse filme se ele passace devolta na tv eu nao perderia de geito nem um


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