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Monthly Archives: janeiro 2008

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Frustração… são três da manhã e a frustração não me deixa dormir… é claro que a insônia também, mas… bom, misturaram-se as duas coisas: Insônia e frustração. Meus olhos estão tão arregalados que chega a dar medo. A sorte é uma pontinha de melancolia que puxa a energia pra baixo, aquela tristeza bem fininha recheada de sonolência… É claro que é odioso escrever assim, por conta desses estados espirituais desinteressantes, contudo, é preciso fazê-lo. A Natureza é sábia, nesse sentido, impelindo-nos a querer dividir a dor… imagino que isso seja pra provocar algum tipo de evolução, muito embora o grosso das pessoas não aprove essa modalidade mais ácida de pensamento. Elas preferem assistir o Big Brother, ao invés de ler 1984 de George Orwell, que cunhou o termo “grande irmão”, e a verdade é que o verdadeiro grande irmão queria era foder todo mundo, pelas razões mais pífias que se possa imaginar – o que não difere muito do BBB global. Dessa maneira, o povo fica anestesiado… Particularmente, não costumo assistir TV (uso só pra ligar o Play 2, mas com o Xbox 360 até isso vai acabar – a gente usa o monitor do computador e um ventilador de 50cm de diâmetro), gosto sim de cortar uma cana – o que é também um modo de se anestesiar. Isso é natural, cada um busca suas fugas… entretanto, o problema aqui é outro e já dei algumas voltas, merda… deve ser a porra do horário. Não costumo escrever assim, de madrugada. Minha doença ainda não evoluiu a esse ponto… mas, voltando, bom, está aí uma coisa com a qual não sei lhe dar. Hoje, ou melhor, a algumas horas fui vitimado pela bendita frustração. Numa analogia cretina, seria como se você ficasse o dia todo pensando em comer uma puta de uma torta, e quando chegasse em casa não tivesse mais torta e fosse já muito tarde da noite pra ir procurar outra igual – alguém que morra de amores por tortas vai entender bem o que estou falando, embora não seja meu caso (prefiro sonhos e casadinhos, desde que não tenham muita gordura, mas também não brocaria o teclado por eles). O que me faz escrever, nesse exato momento, é outra coisa, ou alguém, melhor dizendo, que possivelmente jamais verei. Pois é, senhoras e senhores. Essas coisas acontecem com fazedores de blogues também. Blogueiros são seres vivos que se cortam, pegam gripe, plantam bananeira, choram, riem (muito de vez em quando) e nadam (não sei nadar, mas conheço um cara que tem um blogue que nada que é uma beleza, inclusive o que ele escreve é nada, o que, de certa forma, já é também alguma coisa, mas isso não vem ao caso). É bom explicitar aqui que se trata de uma mulher. Ou melhor, creio que seja, principalmente a julgar pelo modo como a pessoa escreve: feminino. Mas sabe como é na Net, né? Uma vez, logo quando comecei a penetrar na Net (no sentido mais literal que isso possa ter), nessas noites quentes de verão, quando a gente acorda meio tresloucado, achando que pode tudo, entrei numa sala de bate papo e conheci “Laura”. É claro que ninguém com esse nome vai deixa-lo lá pra todo mundo ver, e o que tiver, logicamente, só poderá ser fake. Mas eu, o todo poderoso, me achando o bam-bam-bam, entupido de serotonina, dopamina e outras drogas naturais imbecis produzidas pelo miolo cerebral noturno (Deus é o maior gozador do universo – não se esqueçam disso, pessoas), passei por cima de muitas coisas, inclusive do bom senso, e dei a porra do meu MSN pra “Laurinha”. Assim como eu, “Laurinha” tinha cam, e assim como eu ela também tinha pau. Caralho! Eu lá, apenas um adolescente em flor, um rapazote cheio de vida e amor pra dar e me aparece uma desgraça de um caralho na cam. Naquela hora, eu vi que não era viado (graças a Deus, não tenho nada contra viados, mas jamais haveria de querer ser um, muito embora, se fosse mulher, certamente fosse lésbica). Vi também o que é a Net. Hoje é difícil acontecer comigo algo igual àquilo, mas… mas… kkkkk… bom, ninguém está livre de ser enganado em outros níveis, certo? Mas não só com relação ao gênero masculino e feminino de uma pessoa… pode ser com relação a sentimentos, também. Muitas vezes, se está perto de alguém, se dorme com alguém, e não existe a certeza dos sentimentos mais banais que possam haver na relação… imagine em comunicações por e-mail e msn. O problema é que blogueiros, de modo geral, são idealistas e românticos, e aqui no Brasil, onde o escritor se fode pro caralho (caralho não, caramba. Chega de caralho. Já basta o meu) aí é que a coisa pega. Todo artista se joga, e se for do sexo masculino então… Todo homem que se propõe a fazer arte é, antes de tudo, um cara que tem que saber lidar com a tristeza, a solidão, o ridículo, a dor (a do parto a gente tá livre, mas dizem que expelir cálculos renais é parecido, só que mulher também pode ter cálculo renal, então… kkkkkk…), a falta de dinheiro, o desprezo de uma sociedade burra, imbecil, ignorante, corrupta, suja, que enaltece a figura do malandro e de putas como Luciana Gimenez, que deixa um demagogo como Faustão aparecer todo domingo de tarde, que permite que Sílvio Santos ainda esteja vivo, que deixa um filho da puta ladrão como ACM morrer de velho e enaltecido (ele tinha que ter tomado era um tiro, há muito tempo atrás)… pra ser generoso, vou parar por aqui. Bom, ser homem é difícil, e se o cabra for artista ainda é pior. Mas a mulher que faz arte, bom, se ela não fumar muita maconha e tiver um emprego convencional fixo (as pessoas aceitam que a mulher ganhe pouco e tenha bastante tempo livre, mas o homem não, ele tem que ralar, se ferrar bastante pra ter poder, grana, pra mostrar, pra comer todas e poder pagar os tratamentos de doenças venéreas), ela é muito bem aceita na sociedade, além do que a mulher não sofre igual ao homem, principalmente por amor. Toda mulher, mas toda mesmo, só se apaixona pelo cara errado. Isso é regra. O homem também, ok. Mas a diferença é que, muito embora a mulher só goste dos caras errados, elas ficam com esses caras, e os homens nem sempre ficam com as mulheres erradas que eles gostam – o que já seria alguma coisa. Por que isso acontece? Não sei, senhores e senhoras. Deve ser porque Deus é um puta de um gozador. Pra mim, ele é o supra-sumo dos comediantes. Vocês já viram o ornitorrinco, certo? Todo mundo sabe o que é o ornitorrinco. Gente! Meu povo! Só não vê quem não quer!!! Pra quê diabo serve o ornitorrinco? Pra nada!! Aquele bicho, metade pato, metade castor, que submerge n’água, dá mama e bota ovo (e a fêmea – olha as mulheres de novo – tem um ferrão com veneno na ponta da cauda para matar os machos que chegam tarde da balada) não serve pra nada. Eu, pelo menos, já rachei a cabeça e sequer tive um sopro de idéia que me pudesse iluminar a razão nesse sentido. Não foi Deus quem criou esse trem? Ele tava pensando o quê, quando fez essa merda? Pra mim, na minha modesta opinião, ele queria era curtir, só isso, e ponto final… mas e a frustração? Sim, voltando ao assunto, e a despeito de todos os comentários sarcásticos, isso é sério. É um sentimento ruim, maldoso, corrosivo, que faz o sono ir embora… e Jesus (acho Jesus bem mais bacana que Deus – dizem que os filhos costumam ser melhores que os pais, certo?) me proteja, me defenda de outro amor que não o pela arte – pois a arte não me frustra, nem ela se frustra comigo.

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