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    Ai, ai… segunda-feira… de novo…

    Quanto lamento, né? Eu queria até ter um pouquinho de alegria, de verdade e tal, mas… bom, como é que a gente faz pra ter isso, essa sensação de felicidade, alegria? Digo, na minha modesta opinião de escritor e poeta amador, o que vale mesmo é a pessoa bater no peito e poder dizer (sem orgulho, mas com naturalidade e sinceridade): sou feliz. Um dia me perguntaram sobre o que eu achava da missão do ser humano aqui na terra. Eu disse que, pra mim, a missão de toda e qualquer pessoa é a busca da felicidade e que essa felicidade estava muito relacionada a algum projeto pessoal muito importante. Ainda acredito nisso e penso que irei continuar a acreditar por muito tempo, afinal, é preciso ter um motivo pra se continuar vivendo, não é? Neste sábado, por exemplo, mandei meu primeiro livro para uma editora. Uma editora relativamente grande e conhecida. Tenho dois livros escritos e estou fazendo o terceiro. O que enviei para a editora no sábado tinha sido concluído há mais de um ano, mas só tive coragem de mandá-lo agora. Nessa semana baixou um troço em mim, preparei o exemplar, fui ao correio e o postei. Isso, esse troço que veio do nada, que pôs o dedo na minha cara e disse: “mande essa porra desse livro, rapaz”, tem uma relação extremamente íntima com essa busca pessoal pela felicidade. Eu sei que o mercado literário é super cruel e competitivo, extremamente restrito e fechado, essas coisas… mas é preciso tocar o barco a diante, ok? Não tenho grana pra bancar uma produção independente, daí, mando pro pessoal… e vou começar a mandar pra tudo quanto e lugar, concursos, editoras, universidades, sei lá… o que sei é que só em preparar o livro pra mandar, só em ver a moça do correio pondo a aquela fita amarela do sedex, aquele carimbo e aquela etiqueta com o código de barras, já me deu uma satisfação e tanto. O dia tava bem bonito e sábado, bom, sábado, pra mim, é o melhor dia da semana. Fiz o trajeto da minha casa até o correio cheio de satisfação, com uma alegria pura e verdadeira dentro do coração e quando voltei, com o comprovante e envio na mão, experimentei a mais cristalina e refrescante sensação do dever cumprido. Difícil é controlar a ansiedade, a qual já mereceu até post aqui no blog… sou ansioso demais… não sei qual será minha reação se a editora aceitar o livro. Ficarei muito alegre na hora, certamente, mas depois pensarei um monte de coisas, a maioria bobagens… vou pensar em sucesso, dar entrevistas, perda de privacidade e tal… Se o pessoal não aceitar, bom… o que posso dizer? Já estou acostumado ao fracasso, um a mais, um a menos, ainda que seja relacionado a uma obra, que é quase como um filho, ainda assim, aceitarei com resignação… Mas até a resposta não chegar, alimentarei esperanças e pensarei nas melhores possibilidades, sem me iludir, é claro, sempre com os pés no chão. Se vier negativa, direi a mim mesmo: tudo bem, os caras não aceitaram, mas valeu ter vivido o sonho… O que vale na vida é isso. É poder sonhar, e poder correr atrás das coisas visando a felicidade e a alegria… De que vale viver sem alegria e esperança? Pra quê viver sem perspectivas? Tudo bem que a gente fique triste até mesmo a maior parte do tempo (eu sou assim), mas é preciso querer sair disso, é preciso buscar meios de se sorrir, de se amar, de se ser feliz e contente, pelo menos consigo mesmo, porque com o mundo é praticamente impossível. E fazer sua parte, não é o que realmente importa? Se cada um fizer o seu com dignidade, verdade, força, amor, justiça e arte, será que as coisas não vão indo pro lugar, por elas mesmas? Pois é… penso que, no fundo, no fundo, tudo é muito, mas muito simples… mas o fel é deveras poderoso. Uma gota faz o oceano inteiro amargar… mas isso é outra história – e bem batida, por sinal.

    Ai, ai… essa experiência de mandar o livro pra editora refrescou bastante minha cabeça e minha alma, galera… abriu uma portinha lá longe, uma portinha quase intangível, cercada de espinhos e arames farpados, com uns cachorros ferocíssimos rondando etc, mas é uma porta, certo? Enquanto a negativa não chegar haverei de tragar a idéia do sonho… pra me sentir um pouco melhor na vida. Quando ela vier, respirarei bem fundo – talvez permita que uma ou duas lágrimas caiam dos olhos – e seguirei andando, como sempre fiz, faço e farei, até a Dama Negra resolver, final e piedosamente, lançar mão de sua foice – não se iludam: a morte é uma dádiva.

    Boa semana a todos, e que Jesus despeje em suas almas toneladas de alegria, esperança e paz.

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2 Comments

  1. Ando cortejando teus escritos, homem!
    Estou ansiosa para ler o teu primeiro livro. Soube do processo do segundo e agora já está no terceiro? Ora, ora! Escrever dá paz para algumas pessoas, entretanto para mim, causa uma certa angustia. É uma questão de necessidade, eu penso.
    Bom, ainda espero a tua visita lá no Cinema. Não sei se é o tipo de prosa que você gosta mas… é tudo meu.
    Abraço!

  2. Pô, Madama… brigado, mais uma vez…

    Abração!


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