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Eu aqui tentando parar de beber, daí vem Steinbeck e escreve uma porra dessas:

“E sempre que um homem tivesse um pouco de dinheiro podia embriagar-se. Aí acabavam-se os ângulos duros, e tudo era quente, confortador. Aí não mais havia solidão, pois que o cérebro povoava-se de amigos e o homem podia achar seus inimigos e aniquilá-los. O homem estava sentado num buraco e a terra tornava-se macia debaixo dele. A desgraça doía menos e o futuro não mais aterrorizava. E a fome não mais rondava perto, o mundo era suave e sem complicações e o homem podia chegar aonde quisesse. As estrelas desciam para maravilhosamente perto e o céu era tão encantador! A morte era um amigo e o sono era irmão da morte. Voltavam os tempos antigos… uma moça de pernas bonitas, com quem outrora se dançava em casa… um cavalo… oh, faz tanto tempo que isso aconteceu! Um cavalo e uma sela. Uma sela de couro trabalhado. Quando foi mesmo que isso aconteceu? Eu devia era encontrar uma moça com quem conversar. E seria tão bom! Até, quem sabe?, eu podia dormir com ela. Mas que calor faz aqui! As estrelas tão pertinho da gente, e a tristeza e o prazer tão pertos um do outro, a mesma coisa, no fundo. Só queria era estar o tempo todo bêbado. Quem foi que disse que isso não prestava? Quem ousa dizer isto? O pregadores, mas ele têm a sua maneira própria de se embebedar. Mulheres magras, estéreis, mas estas são por demais miseráveis para compreenderem uma coisa assim. Os reformadores, mas estes não conhecem a vida bastante de perto para poder julgá-la. Não senhor… As estrelas estão muito próximas, tão próximas, e eu pertenço à confraria do mundo. E tudo é sagrado… tudo, até eu mesmo.”

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3 Comments

  1. Estou com Steinbeck, beber é sempre uma boa. Ocorre que você é foda (desculpe dizer), excede na zorra do álcool, perde a noção, perde o prumo.
    Todas as incursões que fizemos me trazem excepcionais lembranças, foram cachaçadas saudáveis. Você quando está só é que abusa da sorte. Cachaça anestesia, mas não substitui certos prazeres, é ator coadjuvante nunca principal. Quando você a usa (e este verbo foi escolhido a propósito) com inteligência, é massa. Steinbeck comia uma água da porra e, dizem, era um namorador retado. Tu já assistiu “Despedida em Las Vegas” com Nicolas Cage e Elisabeth Shue? Se não, o faça ainda hoje. É um filme que trata desse assunto de forma única, violenta e sensacional. Alem disso, Shue está (é!) gostosíssima.

  2. Maravilha de blog! Encontrei procurando imagem de Shakira. Ah não poderia deixar de responder a uma coisinha que li lá. Vc disse que rockeira não sabe fazer dança do ventre com estilo, algo assim. Olha que já fui rockeira, das bem malucas, hoje apenas curto, sou mais um som como U2… enfim aprendi a dançar quando ainda era rockeira pesada, do tipo Nirvana, Iron etc. Desculpa quebrar sua teoria rsss.
    Amei seu blog!! Parabéns 🙂

    beijos e um lindo fim de semana!

  3. Valeu Bairrovéi, seja muito bem vinda Jhennifer e obrigada por curtir a proposta do Blog.


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