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Category Archives: Desabafo

Esta mensagem é pra quem acredita no Espírito.

Quem quiser enxergar, e mesmo aquele cujas “vistas” não estejam lá muito boas, poderá verificar que vivemos um momento depressivo… no mundo todo. Fala-se que os grandes líderes das grandes potências são devotos e invocadores de demônios. Diz-se que Bush pai incorpora um tal de Moloch, uma entidade das mais perversas que se possa pensar, o verdadeiro filho de Satã. Bush pai participa de uma sociedade secreta chamada Skul e Bones, sediada na universidade americana de Yale e lá o nome verdadeiro dele é o desse demônio, Moloch. O filho dele segue pelo mesmo caminho, e o pai também, Prescot Bush, que durante a segunda guerra ajudou a financiar Hitler. Alguém liga pra isso? Não, ninguém liga. É ficção, é teoria da conspiração, dizem muitos. Na Inglaterra, Tony Blair é um Illuminati do 33º grau, um grande satanista e invocador de demônios. Há rituais macabros em que ele e a alta nobreza inglesa participam… os demônios pedem sacrifícios, muitos sacrifícios, que lhes são concedidos. Mas isso não é suficiente, é preciso manter a população em constante estado de tensão, é preciso manter as pessoas desesperadas, com medo, aterrorizadas, para que se sustente o status quo. Para isso, a TV, diariamente, nos bombardeia com imagens de morte, de ameaças, mensagens subliminares de todo tipo, sexo depravado… As pessoas são depositários de todo o lixo manipulador da elite, mas elas não ligam… ninguém liga… amizade? Só rindo, mesmo… O que é amizade? Isso não existe mais. Amor! Ora, amor é coisa do passado… Solidariedade?! Fora de moda… No trabalho, somos torturados. Claro, é só lembrar que a palavra trabalho vem do latim tripalium, e isso não é a toa. O trabalhador moderno é tão somente uma nova categoria de escravo, é aquele que vai de bom grado e reza para continuar do jeito que está. Quem pensa diferente é preguiçoso e vagabundo… Fico pensando no mundo que daremos aos nossos filhos… um mundo dominado por satanistas, que fazem guerras para seus Baphomets, existam eles ou não… mas existem, podem ter certeza. Se você acha tudo isso tolice, te peço o seguinte: pense que todos os dias morrem de fome 26000 crianças. Pense no seu filho morrendo de fome. É um bom pensamento? Certamente que não. Imagine-se impotente para aplacar a fome daquele pequeno ser que depende totalmente de você, e você nada pode fazer. É triste não é? Sabia que o que os EUA gastaram com a invasão do Iraque dava pra matar a fome de todo o continente africano? Sabia que o que se gasta com armas e guerras no mundo, daria para acabar com a pobreza no mundo? E você acha que isso é só “economia” e “geopolítica”? Não, meus amigos, não é só isso. É maldade, é o gosto de se fazer o mal. Fazer o mal é bom porque é fácil, o retorno é rápido. Mentira, omissão, roubo, assassinato, prostituição, tudo isso, certamente te fará crescer aqui na terra. Fique certo disso. Associe-se a um demônio bem maligno e você verá suas terras se multiplicarem, seu dinheiro render, mas, seja mau de qualquer forma. Entregue sua alma a um ser desse, e não haverá prazer terreno que você não experimente… Mas entenda, observe a Natureza: há duas palavras mágicas. Quais são? Ação e reação. Não pense que suas atitudes não reverberam no cosmos, elas reverberam. O seu pensamento ultrapassa as barreiras mais distantes e inimagináveis… E há quem te veja e te observe, pode ter certeza, pois o equilíbrio da Natureza precisa ser mantido. Os seres superiores estão apenas esperando o momento certo de agir. Certamente, com tantos espíritos errantes vagando pela terra, por conta de tantas mortes em louvor ao diabo, algo está para acontecer… Isso independe de religião, ou o que quer que seja. É preciso abrir um parêntese para colocar que muitos grandes cientistas, são cabalistas, magos negros, francomaçons, illuminati, simples satanistas… É só dar uma olhada nos quatro principais nomes do projeto Manhatam. Fala-se que a primeira explosão atômica serviu para energizar um Golem com o “poder atômico de Satã”… algo que os velhos alquimistas tentaram durante séculos… Dizem que o Anticristo já está entre nós, e nasceu no séc. XX… especulações? Loucura? Tolice? Hoje, já não sei. Veja-se o que acontece no Tibet, na Africa, no Leste Europeu, em muitas regiões da Ásia, e é claro, na América Latina. Já é sabido, cientificamente, que o Banco Mundial, o FMI, a ONU, a Comissão das Relações Exteriores, e a Comunidade Europeia, não trouxeram quaisquer progressos à humanidade. É só olhar as estatísticas em sites sérios, que não temem mostrar a verdade. As orientações do FMI são meros métodos de empobrecimento planejado. Servem para manter os países sob seu jugo na miséria… quando isso falha, quando surge um Hugo Chavez da vida, eles mandam matar. Pergunta-se até quando Chavez sobreviverá, e  muitos dizem que até a chegada no novo republicano na presidência dos EUA. Foi preciso colocar um negro lá… Os atentados de 11 de setembro ainda são uma ferida bem aberta… e a mídia alternativa tem sido bem enfática em mostrar que esses ataques foram planejados internamente, pelo próprio governo Bush. Tanto para jogar milhares de almas no desespero (provocando assim uma catástrofe no mundo espiritual, o que é bom para os demônios, os seres do mal), como para seguir uma agenda de “trabalho”. Os ânimos ficaram acirrados, muita gente foi pra rua protestar (é claro que a CNN, a FOX, a CBS, e as outras tv’s grandes não mostraram nem vão mostrar isso – seus altos executivos têm o rabo preso, como aqui na Globo, SBT, Record, Cultura…). Então , o que eles fizeram? Colocaram um cara negro e “democrata”… muito conveniente, de fato. O cara ganhou até Nobel da paz… Será que não tinha ninguém mais engajado, não? Acho que tinha… certamente. Só no Tibet tem uns duzentos. Mas tudo faz parte de um pacote: a gente bota um negão, com cara de gente fina, manda ele tomar umas medidas populares e dá um Nobel pra ele… O povo engole essa porra igual a água… Até eu engoli… A verdade é que Obama é cria de Wall Street, teve a campanha toda financiada pelos grandões de lá, e não há diferenças entre nenhum líder de nada, hoje em dia. Todos respondem ao grande capital, que por sua vez responde ao Diabo. Diante de tanta desgraça, só nos resta fazer uma coisa: manter o corpo fechado, criar um escudo para o mal não entrar. O que eu tenho feito. Deixe de olhar um pouco para o seu umbigo e olhe um pouco para o seu coração. O mundo ainda tem jeito, mas precisamos perder o medo de olhar além. Acredito que a revolução virá quando as almas e os corações do bem assumirem que estão sendo subjugadas pelo mal. Pensem nas crianças, pelo menos. Pense que você já foi criança e que se os adultos de sua época tivessem sido menos acomodados, você teria herdado um mundo menos pior. Vamos pensar, vamos agir…

Segue abaixo uma lista de sites, onde há muito material para pesquisa. Divulguem esses sites, divulguem a ideia de que as coisas devem e vão melhorar.

http://www.youtube.com/verdadelibertavoce

http://novaordemmundial.4shared.com

http://www.enigmatv.com

http://www.youtube.com/deusmihifortis

http://www.movimentozeitgeist.com.br




Um pai deve saber certas coisas, coisas importantes para a educação de um filho. São poucas, mas fundamentais. Uma delas, é o valor do sacrifício. Ou melhor, do auto sacrifício. O egoísmo paterno pode ser uma das razões da estagnação de nosso mundo. Outro câncer é a indiferença. Há uma história oriental que fala de um sujeito que tinha dois filhos. O primeiro, o mais velho, gostava de ler, ler qualquer coisa que considerasse boa, e apreciava também observar e discutir as coisas do mundo. O segundo, o mais novo, gostava de trabalhos manuais. Ambos eram pessoas de bem. Um dia houve uma discussão e Segundo disse ao pai: “se não fosse por mim, você não se sentava numa cadeira, nem se deitava numa cama, tampouco comia num prato, pois fui eu, com minhas mãos que os fiz. E Segundo? Segundo fez o quê? Você encherá, Pai, sua barriga com letras e filosofia? Ele, por acaso, planta alguma coisa? No frio, o senhor se enrola nos devaneios dele, por acaso?” O Pai, nada disse. Deixou que alguns dias se passassem, e as feridas fechassem. Então, chamou os dois filhos para uma pescaria. Na volta, Segundo precisou ser amparado para não cair de terror, ao ver a casa, com tudo que dentro possuía, reduzida a um monte de cinzas. “Pai”, disse ele em prantos, “nossa casa, ela está destruída… o que faremos agora?” “A reconstruiremos”, disse o Pai. “Assim? Só isso? O senhor não está triste?” “Não, meu filho, estou muito alegre” “Por quê?” “Por que, desta vez, você pensará nas coisas que constrói, não as fará com sórdidas intenções”. No processo de reconstrução, então, Segundo percebeu algo: Primeiro o ajudava a reconstruir a casa, e, à noite, ao redor da fogueira em frente à barraca, também era Primeiro quem falava coisas boas e os fazia rir. Segundo notou que, ao contrário do seu irmão, ele não podia tomar parte naquele momento, pois era vazio e não sabia falar tão bem. E, diversamente do que dissera certo dia ao Pai, mesmo numa barraca podia-se viver. Assim, Segundo tentou se aproximar de Primeiro, embora jamais tivesse conseguido se lhe igualar em sabedoria. Um dia, no futuro, quando Pai já estava bem velho, em seu leito de morte, e seu dois filhos eram homens feitos, pais de família e com boa vida, Segundo disse: “Pai, gostaria de pedir-lhe desculpas por ter um dia jogado em sua cara que eu lhe fazia coisas. Aprendi muito na reconstrução de nossa casa. Descobri que um homem não se faz apenas de trabalhos, mas, principalmente, de pensamento. Afinal, até para que executemos alguma tarefa, temos de pensar, primeiro. Antes de tudo, há o pensamento”. “Por isso, meu filho”, disse o Pai, “pedi a um vizinho para pôr fogo na casa, enquanto pescávamos”.

Globalizacao

Recentemente, numa discussão com um amigo, reafirmei minha posição de falta de esperança na humanidade. Entretanto, apesar disso, não consigo deixar de me indignar com a brutalidade e estupidez de nossa espécie. É de se pensar que alguém como eu se torne cínico, perverso, sado-masoquista, indiferente… Mas é exatamente o contrário. Não sei porque isso ocorre. Desconheço totalmente os mecanismos psíquicos que formam alguém com meu modo de ser e de pensar, aparentemente paradoxal. Pode ser pelo simples fato de ser humano. Ainda que eu veja um bandido ser executado, ainda que saiba que ele fez mil e uma perversidades, ainda assim, embora ache que ele deva pagar com a vida, isso não me alegra nem um pouco. Recentemente vi algo que confirma isso. Um moleque roubou o celular de uma garota que saía de um colégio particular próximo à minha casa. Alguns colegas dela, que viram o roubo, uns seis ou sete, correram atrás do meliante. Quando este viu que a coisa ia ficar preta, ele jogou o celular no chão e continuou a correr, desesperadamente. Só não presenciei o momento exato do roubo, mas vi toda a correria. Fiquei imaginando se o ladrão caísse na mão da galera, e foi, no mínimo, sábia a decisão dele, de se livrar do aparelho. Mas o importante é colocar o quanto me senti mal presenciando aquilo, em plena luz do dia, ainda mais numa cidade pequena como a minha, que em tempos atrás (pouco mais de uma década), podia-se dormir num banco da praça que ninguém lhe fazia mal algum. A cidade está crescendo, a população aumentando, mas não se vê DESENVOLVIMENTO. Existe sim um retraimento absurdo da segurança pública e da qualidade de vida. Conheço gente que trabalha de sete da manhã a sete da noite para ganhar cento e sessenta reais por mês. Conheço, pessoalmente, meia dúzia de viciados em crack, e outro tanto em cocaína. Não se pode mais andar a pé sozinho por nossas ruas, após as dez da noite… A saúde continua a mesma coisa e a educação também, tudo de péssima qualidade. O povo continua se arrastando, alguns têm mais sorte como eu e outros que conseguem romper determinadas barreiras, mas é preciso respaldo pra se chegar em certos pontos. Fernando Henrique Cardos em seu cinismo exacerbado, disse, certa feita: “Como é que dizem que no Brasil não há mobilidade social? Veja o exemplo de Lula, que saiu de torneiro mecânico, para presidente da república.” Ora, dizer que há mobilidade social num país de quase duzentas milhões de pessoas, só porque um único cara chegou lá, é ser um grande sacana, ou um grande gozador. Vejamos o caso de Barack Obama, que acabou de ganhar o Nobel da Paz. Ele está na presidência porque deixaram ele ir, a indústria de armas deixou e a CIA. Quando Kennedy quis pôr fim à guerra do Vietnã, a gente sabe o que aconteceu, e também foi nesse episódio que surgiu o maior bode expiatório da história, Lee Oswald… Lula não chegou lá sozinho, e quem governa mesmo é José Dirceu e a corja dele, por trás dos bastidores, mas aí são outros quinhentos, que o diga Heloísa Helena, que não é santa, pois afinal, ninguém o é. O grande problema foi o consenso de Washington (vide Google ou Wikipédia), quando líderes de vários países, juntamente com os maiores empresários da época, elaboraram a Cartilha Neoliberal (vide Google ou Wikipédia) e ditaram as regras para o poder público, daquele dia em diante. Pra mim, nesse momento, foi quando a humanidade jogou a pá de cal em si própria. É muito simples raciocinar sobre isso: Até 1990, tinha-se a idéia (acertadíssima, em meu conceito) de que os governantes (prefeitos, vereadores, governadores de estado, etc) eram representantes dos interesses do povo. Com o consenso de Washington esse poder, ou idéia, deixou de existir e os governantes passaram a atender os interesses das empresas, que estavam muito excitadas em estender seus tentáculos para os países miseráveis, sob a justificativa de que levariam “emprego” e “desenvolvimento” para lá… foi por esse tempo que se cunhou o termo globalização, aldeia global, essas viadagens… Alguém disse que protestar contra a globalização e como protestar contra o mau tempo. Concordo, não tem jeito… mas eu penso… o que a globalização e o neoliberalismo trouxeram para nós? Carros importados? Celulares de ponta? Processadores de computador mais velozes? Acho que trouxeram doenças da alma, muito pesadas. Com a escassez de emprego (olha o paradoxo aí… os caras não disseram que tudo ia melhorar? é só reduzir a jornada semanal de trabalho que há aumento na oferta de emprego – na França é assim, Holanda, e por aí vai…) os trabalhadores vêm se sujeitando cada vez mais ao assédio moral, há muitos suicídios por conta disso. Morre-se de estresse e de câncer e ninguém tem mais tempo pra nada. É preciso se dedicar exclusivamente ao trabalho, e esquecer da família, da vida, dos amigos… Interessante que muitas pessoas que defendem esses modernismos são as mesmas que são escravizadas por elas… Com o advento da tecnologia, não se passou a trabalhar menos e ganhar, pelo menos o mesmo, passou-se a executar o trabalho de mais pessoas… Já falei sobre isso aqui. Quem tem dinheiro, hoje em dia, para gozar das últimas tecnologias de ponta? Não somos nós, com certeza, que fazemos parte da maioria esmagadora (ou esmagada). Assim, Lula não é representante do meu interesse, eu que o ajudei a colocá-lo onde ele está. Mas tanto faz Lula quanto Alckmin ou Serra… todos fariam o que Lula está fazendo, ainda que digam que Alckmin privatizaria até a mãe dele… Governar o Brasil, hoje em dia, consiste em sentar com os representantes da Fiesp, da Fenabam e aumentar os impostos para a classe média (classe essa que deixará de existir, daqui a alguns anos). Enfim, cansei de escrever. Nada disso é novo, mas nenhum boi morreu até hoje por ruminar, muito antes pelo contrário.

-A liberdade, Sancho, é um dos dons mais preciosos que aos homens deram os céus: não se lhe podem igualar os tesouros que há na terra, nem os que o mar encobre; pela liberdade, da mesma forma que pela honra, se deve arriscar a vida; e, pelo contrário, o cativeiro é o maior mal que pode acudir aos homens.

O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de la Mancha – Miguel de Cervantes Saavedra

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Vez ou outra me pego a interrogar-me sobre o que sei a respeito das coisas. Vejo que não sei nada profundamente. Sinto alívio por um lado e um pouquinho de angústia por outro. Alívio por não ser um especialista, e angústia pelo fato de que o mundo de hoje exige especialistas. Ser um expert tem lá o seu preço e não sei se seria mais ou menos angustiado do que sou, não sendo atormentado por montes de coisa ao mesmo tempo. No final das contas percebo que sou o que sou e ponto final. A gente vive como pode, fazendo o que pode e buscando o que o braço alcança. Conheço gente que já foi pros EUA e adorou. Gente que sabe falar inglês, é claro. O pessoal passou certo tempo lá, ganhou dinheiro e voltou. Essa galera é cheia de lembranças boas. Não sei falar inglês, nem sei nada sobre os EUA, mas conheço, logicamente, algo da cultura de lá. Arrisco até dizer que possivelmente sei até mais sobre lá do que sobre o Brasil. Isso é um disparate, mas já não sei mais também o que é disparate e o que não é. Saber sobre  nossa cultura vai me ajudar em quê, levando-se em conta que somos pobres também nisso? O Brasil é fenomênico, em diversos aspectos. É um país rico em desgraças, mas incapaz de produzir, hoje em dia, bons escritores. A crise literária é mundial. Mas aqui a coisa ganha dimensões dantescas. É claro que há pessoas escrevendo, muitas, mas cadê esse povo? Foi o que Norman Mailer disse (é o velhinho na foto): “a democracia depende da beleza da linguagem”. Concordo com este grande escritor contemporâneo, um dos últimos, que morreu no ano passado aos oitenta e quatro anos. A cada dia que passa, nosso país se torna menos democrático e mais burro e a tendencia é piorar. Quem é que pode viver de arte, hoje? Quem é que pode sonhar em escrever? Quem é que pode sonhar em esculpir, pintar, cantar? A televisão escolhe quem ela quer, e ao resto sobra apenas a opção de ralar o bucho. Isso é democracia? Você pode escolher seus caminhos, mas quase todos levam ao mesmo lugar: fome, pobreza, marginalização, solidão, angústia, etc. Mailer era uma voz extremamente ativa na cultura americana, era alguém que dizia sem o menor pudor, dentre inúmeras outras coisas, que George W. Bush era pior que um jumento. Eu nunca vi um artista brasileiro sequer chingar nenhum dos nossos grandes filhos da puta, exceto por certas metáforas aplicadas no período militar. Aqui existe a cultura do rabo preso, da bajulação, do favorecimento… Só uma única vez, pra não ser injusto, presenciei Paulo Autran, no Sem Censura, da TVE, meter seca em Edir Macedo. Mas antes de Paulo Autran falar, a apresentadora tinha comentado, com outro convidado do programa, algo sobre esse nosso grande bandido e ela foi obrigada, após o intervalo, a se retratar diante das câmeras. Paulo se revoltou com a atitude da TVE e soltou os bichos… Mas isso é uma agulha no palheiro. Nunca mais vi nada assim, e isso tem cerca de dez anos. Tem uma entrevista com Norman Mailer, e gostaria muito que você, caro leitor do Armazém, lesse. Ela está no seguinte link: http://www.geneton.com.br/archives/000174.html. Pensei em reproduzir algumas coisas aqui, mas o texto ficaria enorme e tenho estado sem muito tempo. Quando li essa entrevista, novamente me peguei vitimado por dois sentimentos díspares (tem um nome pra isso, mas esqueci). Fiquei alegre por saber que tem gente que pensa como ele (faz de conta que o cara ainda tá vivo) e triste por saber que no Brasil, gente como ele, morreria pobre, fodido. Não há espaço pra pessoas como Mailer se desenvolverem aqui. Ele que já estava sufocado lá na “grande águia”, aqui  sequer se desenvolveria. É só pensar que o cara era jornalista. Ora, a revista VEJA, que já prestou, abriu a boca em uma de suas edições (foi desse ano, mas esqueci o número), e chamou Karl Marx de “velho barbudo acometido de furúnculos que engravidou a empregada”. Coitado de Mailer, se vivesse em solo tupiniquim. Falar de quem já morreu é fácil, ainda mais de gente como Marx, que deu a cara pra bater. O cara escreveu massarocas e massarocas de teorias respeitadas em tudo quanto é buraco e duas repórteres da VEJA o esculacham, como se aqui não houvesse montes de sacanas pra serem esculachados. Que culpa Marx tem se a humanidade não presta? Ele lançou as idéias, a maioria utópicas, e se a coisa não deu certo, não precisa também chinga-lo. Afinal, o capitalismo, o sistema vigente, tornou o mundo melhor em quê? Quando você vende sua força de trabalho, você também se vende. Mas vá lá… Tudo bem que eu venda minha força de trabalho, mas por que tenho que ficar oito, dez, doze horas por dia fazendo isso e ganhando uma porcaria? Com os avanços tecnológicos poderíamos educar melhor as pessoas, fazê-las trabalhar menos e ganhar mais, e dessa forma propiciar o tempo livre para a cultura, o lazer, o estudo… Mas é isso que acontece? Talvez a Suíça seja assim, não sei… Como disse, sou meio ignorante. Mas devem existir bons lugares no mundo. Deve existir gente que trabalha decentemente, sem ser explorado até a exaustão por bandos de corruptos… Bom, chega. É um domingo de tarde. Vou me entregar a alguma atividade lúdica. Chega de falar dessas coisas.