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-A liberdade, Sancho, é um dos dons mais preciosos que aos homens deram os céus: não se lhe podem igualar os tesouros que há na terra, nem os que o mar encobre; pela liberdade, da mesma forma que pela honra, se deve arriscar a vida; e, pelo contrário, o cativeiro é o maior mal que pode acudir aos homens.

O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de la Mancha – Miguel de Cervantes Saavedra

Stanley Milgram, psicólogo social americano, estudou entre 1950 e 1963 os fenômenos de submissão à autoridade. Seu método era o seguinte: “Uma pessoa vem a um laboratório de psicologia, onde se lhe pede que execute uma série de ações que vão, progressivamente, entrar em conflito com a sua consciência. A questão é saber até que ponto ela seguirá as instruções do pesquisador antes de recusar-se a executar as ações prescritas.” Em sua conclusão, Milgran é levado a crer que “pessoas comuns, desprovidas de qualquer hostilidade, podem, simplesmente, para levar a cabo as tarefas, tornar-se agentes de um atroz processo de destruição”. Essa constatação é ratificada por Christophe Dejours, que fala da banalização social do mal.


Marie-France Hirigoyen em seu livro Assédio Moral – A Violência Perversa no Cotidiano

Atletas do tiro aguardam ansiosamente os jogos do Rio

Atletas do tiro aguardam ansiosamente as olimpíadas do Rio

Mais uma merda pra terminar de foder com tudo. Como se já não bastasse uma porra de uma copa em 2014, agora olimpíadas em 2016… Duas catástrofes anunciadas com diferença de apenas dois anos. Imaginem, o Rio de Janeiro vai gastar R$ 29 bilhões pra sediar os jogos olímpicos… Daí fico pensado, “por que cabrunco Chicago perdeu?” Não entra em minha cabeça. Onde o Rio de Janeiro é melhor que Chicago? Onde o RJ é melhor que Tóquio e Madri? Em lugar nenhum, só na cabeça dos loucos que inventaram essa droga. Vi em algum lugar que estima-se que quase seis milhões de empregos serão gerados com isso, mas acredito que “empregos” é melhor que empregos, sem aspas. Pois, trabalhos na área de construção civil e serviços não são necessariamente empregos, são trabalhos. Vão construir um monte de merda, estádios, ginásios e o escambau, um monte de gente vai ser ajudante de pedreiro, mestre de obras essas porras, e depois? Vai ficar todo mundo de mão abanando, é claro. Alguém pode falar: mas as obras estarão lá, elas serão usadas para incrementar o esporte e tal. E aí eu pergunto: quem disse isso? É preciso grana e cultura pra se manter os centros desportivos. Será que daqui pra 2016 o Brasil vai mudar sua cultura predatória, corrupta e imediatista e pelo menos estimular e patrocinar uma meia dúzia de atletas pra quem sabe a gente sair com um punhadinho de medalhinhas de ouro e prata, ou até mesmo bronze? Mas quando falo de patrocínio, essas coisas, nem vou todo no fundo da questão, afinal, em se tratando de nosso país lindo, o buraco, é sempre, mas sempre muito mais embaixo. Quem conhece um colégio que forma atletas, aqui? Eu não conheço. Quem forma os jogadores de futebol são as ruas… O resto é um punhado de sonhador, que vez ou outra chega lá. Nossas escolas são verdadeiros lixos, nossos professores são marginalizados, mal pagos, desacreditados, mal preparados… Como formar atletas? Não há como! De uns anos pra cá, se instituiu a cultura dos cursos técnicos, visando a indústria… nossa mãe! vamos pensar um pouquinho… A indústria está indo pra onde? Está saindo (já saiu, melhor dizendo) dos países de primeiro mundo pros de terceiro e quarto, como o nosso. Lá fora, onde o povo é mais esperto, as escolas preparam o cidadão não pra ser um torneiro mecânico, um pintor de paredes, um apertador de porcas (que os imigrantes servem pra isso muito bem), o cidadão é formado pra se moldar ao mundo, pra se adaptar à realidade, criando alternativas, desenvolvendo trabalhos seus, resumindo, o cara é convidado a usar a criatividade o tempo todo. Isso gera arte de alta qualidade, arquitetura de alta qualidade, design, projetos científicos eficientes e inovadores, tecnologias baratas e efetivas… enfim, o que se vê por lá… e aqui? Estamos formando gente que vai engrossar o caldo do exército de reserva pras grandes multinacionais e um dia elas vão pra África e depois pra um lugar ainda mais fodido e desesperado. E a verdade é que quando essas multinacionais saíram de seus países de origem o povo estava preparado pra isso, o povo estava preparado para as grandes ondas de desemprego e nem ligou. Deu foi graças a Deus por se ver livre desses miseráveis sanguessugas da vida humana e passou a adotar, quase inconscientemente novas formas de viver, de compreender e interagir com o mundo. Por exemplo, hoje, na França, há muitas regiões com taxa de crescimento populacional negativo, e o governo está estimulando as pessoas a reproduzirem… Mas é claro que elas não vão acatar essa decisão, pois são pessoas francesas e elas sabem que o governo só quer foder todo mundo, desde que não sejam grandes empresários. Mas isso tudo serve pra mostrar que não temos cultura, nem nunca teremos, enquanto a educação não sofrer uma pesada e revolucionária reformulação. Assim que a copa e as olimpíadas passarem, todo mundo vai esquecer. Uns poucos vão lucrar pro caralho, como sempre, as atenções ficarão voltadas para a festa (daí poderão acontecer, por exemplo, alguns bons escândalos de corrupção no governo, que ninguém vai notar) e tudo, os ginásios, os estádios, tudo será tomado pelo mato, vai virar sucata, pois aqui ninguém sabe cuidar nem zelar por nada e o povo só aprendeu a gostar de futebol, e em seis anos isso não muda.

Eu só seria favorável ao Brasil sediar uma copa e uma olimpíada daqui há uns cinqüenta anos, depois de uma revolução na educação (já pensou, aplicar R$ 29 bilhões na educação, em sei anos! Tenho certeza que os resultados para o país seriam bem melhores a médio e longo prazo), que transformasse o país num país decente, de gente esperta, sábia, criativa e cuidadosa… Aí sim, valeria a pena. Mas nosso povo ainda é muito burro, imediatista e deslumbrado…

guir

"Menor Aprendiz"

Na semana passada minha pressão foi pra 15/8. Cheguei a comprar um esfigmomanômetro, fiquei assustado mesmo. Dos cinco sintomas principais do aneurisma cerebral (vide google) só não apresentei insensibilidade em uma parte do corpo ou da face. Vi até estrelinhas piscando no céu… E o pior disso tudo é que tenho 32 anos! Acho que esse evento vascular nada agradável teve a ver, com sempre, com o trabalho. Não vou falar mais do “meu” trabalho, mas do TRABALHO. Sim, trabalho, desses convencionais, é tudo a mesma desgraça. Hum… lembrei, já falei sobre isso, antes… O problema é que, pela primeira vez, senti na pele (ou no sangue) que ele está me matando (não tenho nada contra morrer, desde que seja pelas minhas próprias mãos). E, se levarmos em conta que estou bebendo bem menos, não fumo, não perco noite, me alimento frugalmente, e até dou minhas caminhadas de vez em quando… bom, aí a coisa é grave. Coincidência ou não, acabei de ler ontem “O Ócio de Criativo” de Domenico de Masi e fiquei pensando um monte de coisa. Pensei na culpa, por exemplo. Minha empresa, atualmente, está em greve, e, como sou do interior, a gente não faz piquete, essas coisas; são poucos funcionários. Estou em casa esses dias, e, mesmo assim, não consigo relaxar. É claro que a pressão baixou, mas a mente fica sacaneando: tenho que fazer alguma coisa, tenho que fazer alguma coisa… O pior é que faço: leio, escrevo, jogo vídeo-game… mas é muito difícil não entender isso como vagabundagem! O tempo todo, fica uma voz dentro da cabeça enchendo o saco, cobrando, repreendendo, criticando. E, paradoxalmente, o medo da greve acabar coexiste com essa ânsia louca por “fazer” algo. Já falei em outro post que pro pessoal TRABALHO é suar, é chegar tarde em casa e sair cedo, é ser antiético, é puxar o saco do chefe, é ter estresse, é sofrer e ter dor de cabeça, é ter pressão alta, é não ter vida familiar, é não educar os filhos, é um monte coisa, que não vou dizer que é boa ou ruim, certo?, mas que o MERCADO gosta disso, gosta… Agora, deitar na rede, na varanda, num dia de quarta-feira, tomando uma cerveja e escutando Beatles, é o quê? E se você lê um livro e escreve algumas coisas, apesar de não contribuir para a economia, você é o quê? Bom, Domenico de Masi diz que muitos trabalhadores de hoje laboram mais que muitos escravos da Grécia antiga, por exemplo, que o que nós fazemos é comparável sim aos condenados aos “trabalhos forçados”, como os remadores das galés. Ou seja, há ou não há algo errado? Claro que há… Mas essa discussão é foda, é ampla pro caralho, e Domenico, Bertrand Russell, Albert Cossery, Paul Lafargue, dentre outros, têm muito mais bala na agulha pra destrinchar esse tema. Mas eles não ensinam como limar a culpa. Tem uma ou outra coisa nas entrelinhas, mas nada objetivo. Acho que terapia pode ajudar, mas mudar de emprego é bem mais efetivo, acredito. Dizem também que a redução da jornada de trabalho pra três ou quatro horas diárias seria uma saída, tanto para o desemprego quanto para a saúde pública… Porra, já pensou que maravilha! Qual a verdadeira riqueza hoje em dia? Pra mim, é o tempo livre. De que adianta você ter um iate, ou uma casa na montanha, se você só pode usufruir disso poucos dias no ano, por exemplo? Isso é riqueza? Ter e não poder usufruir? Não seria melhor ser classe média baixa e poder gozar o mundo ao redor, ter a possibilidade de descansar, ler, estudar, jogar, conversar, brincar, andar, pedalar, rir, amar, assistir a um bom filme, pescar, tomar banho de rio? Não seria bem melhor ter a possibilidade de acordar uma dia de quarta-feira e poder dizer: hoje, vou tomar todas e não tô nem aí? Mas como fazer isso sem culpa? Como ganhar pouco, trabalhando pouco, é claro, sem ficar sendo influenciado pelo que os outros pensam ou acham de você? Como não ligar pras pessoas? Onde se aprende isso? Quem ensina isso? Acho que quem descobrir, terá encontrado a chave da arca do tesouro…

Apesar do Malmsteen ser um chato de galocha, e nesse vídeo estar vestido como as prostitutas lésbicas do século dezenove, apesar disso, repito, ele é um puta de um guitarrista. Vale a pena conferir esse vídeo, e não só esse como todos os outros desse show com a Orquestra Sinfônica do Japão. Não gosto das apresentações normais dele, com a banda e tal… O bicho é brega pro caralho e amostrado que nem a porra… mas esse show é digno dos mestres.

… a empresa, por sua própria natureza, é uma instituição total, onívora, que gostaria de absorver o trabalhador o tempo todo. Se pudesse, o faria dormir no emprego. É uma necessidade psicológica, semelhante à que liga a vítima ao seu carrasco. O chefe não consegue abrir mão dos empregados subordinados a ele, e estes, por sua vez, não conseguem abrir mão da subordinação do chefe.

O funcionário deve demonstrar ao chefe que o tempo não é suficiente, que tem muita coisa para fazer e que é tão prestimoso e fiel à empresa, que se dispõe a assumir todas essas tarefas no overtime, até mesmo gratuitamente. Portanto, sacrifica a família e o lazer a este mito que é a empresa, colocado em primeiro lugar, acima de qualquer coisa.

Por conseguinte, o chefe age de modo que a promoção, o aumento salarial ou somente o relacionamento de confiança dependam da fidelidade do empregado para com a empresa. O overtime, no final das contas, serve para fazer companhia ao chefe: é um modo de demonstrar a ele uma devoção zelosa.


Domenico de Masi.

Todos os homens, de todos os tempos, e ainda os de hoje, dividem-se entre escravos e livres, porque quem não dispõe de dois terços do próprio dia é um escravo, não importa o que seja o resto: homem de Estado, comerciante, funcionário público ou estudioso.

Friedrich Nietzsche.

Grande pederasta FDP

Gary, pederasta intuitivo e sodomita.

Gary Spivey é o quê? Um ladrão, mistura de Walter Mercado com Edir Macedo? Um retardado que deu certo? Mais um excremento da cultura norte americana nutrida pela imbecilidade reinante na classe média de lá? Muitas perguntas podem ser feitas, e, se eu fosse sociólogo, psicólogo ou psiquiatra poderia responder a algumas delas de modo embasado, mas, como não sou nada disso, tentarei emitir uma opinião fundamentada em pesquisas na internet. Gary Spivey é o nome artístico de José Francisco de Almeida. Filho de pais desconhecidos, nasceu na cidade de Sapeaçu – Bahia, distante cento e cinqüenta quilômetros de Salvador. Nessa pequena localidade foi iniciado na ciência da Pederastia Intuitiva. Na verdade, foi uma auto-introdução, uma vez que não havia quem lhe introduzisse (na ciência, pois noutras coisas havia de sobejo). Assim, pouco depois da adolescência, frustrado com a mentalidade colonial de seus conterrâneos, mudou-se para a capital baiana, onde conheceu o falecido estilista Di Paula. Di Paula foi mais introduzido por Gary que o inverso, mas este aceitou de muito bom grado determinadas sugestões (todas introdutórias) no campo da alta-costura. Di, como era amplamente conhecido pelos íntimos, sugeriu a Gary usar branco, em cortes que lembravam o astro do rock’n roll, Elvis Presley, por conta de sua forte semelhança física. Mas faltava algo… A beleza, considerada estonteante de Spivey, poderia ser insuportável para a crescente população gay da década de setenta e temia-se que houvesse, decorrente disso, muitos suicídios. Assim, Di Paula optou por “enfeiar” Gary, aplicando-lhe uma peruca de lã branca ou “bosta de anjo”, como apelidou a criação. Em realidade, o efeito do “enfeiamento” surtiu efeito inverso ao previsto, mas nenhum gay se matou, para grande tristeza de Di e Gary, que, em protesto pela postura desunida de seus congêneres, se atiraram do alto de enormes pés de quiabo, num movimento em praça pública que contou com mais de quinze pessoas. Nessa mesmo noite, participaram de um ato ecumênico com o Padre Pinto, que, na ocasião, ainda era um embrião.

O tempo passou, e Gary se enfadou da Bahia, tendo brigado inúmeras vezes com Caetano Veloso e João Gilberto pelo título de gay mor da capital baiana. Também travou séria batalha com Antônio Carlos Magalhães pelo posto de cabeça branca, o qual jamais obteve, tendo declarado amiúde na imprensa marrom: “um careca pode ser chamado de cabeça branca?”. Em vista disso e de muitas outras coisas, transferiu-se para os EUA, mais precisamente Las Vegas, onde se sentiu bem à vontade. Lá, deu novos ares ao crescente ramo da Pederastia Intuitiva, tendo sido bastante enrabado em seções de previsão anal. Fez muitos amigos e amealhou grandes somas em dinheiro, suficientes para comprar um Ford 85 e uma casa no subúrbio, que dividia com um vibrador. Hoje, Gary é o mais desconhecido e imbecil vidente dos Estados Unidos e nega até o fim sua raiz sapeassuína, para grande zanga de seus conterrâneos.

Fuçava eu a internet à procura de alguns vídeos de Marisa Monte, quando se me deparo com esta jóia rara: MM fazendo dupla com Julieta Venegas, uma cantora e compositora que nasceu em Long Beach, mas se criou em Tijuana, México. Elas cantam a música Ilusion. A letra é em português e espanhol e é muito bonita, assim como a melodia. Nem tudo está perdido, afinal…


megan_fox4

Eu vou falar o quê, pelo amor de Jesus Cristo?